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♣ Senhora de Brabante

enviado por Carlos M. Roberts
Guarda

Tem um leque de plumas gloriosas, 
na sua mão macia e cintilante, 
de anéis de pedras finas preciosas 
a Senhora Duquesa de Brabante. 

N'uma cadeira d'espaldar doirado, 
escuta os galanteios dos barões. 
- É noite: e, sob o azul morno e calado, 

concebem os jasmins e os corações. 

Recorda o Senhor Bispo acções passadas. 
Falam damas de jóias e cetins. 
Tratam barões de festas e caçadas 
à moda goda: - aos toques dos clarins. 

Mas a Duquesa é triste. - Oculta mágoa 
vela seu rosto de um solene véu. 
- Ao luar, sobre os tanques chora a água... 
- Cantando, os rouxinóis lembram o céu... 

Dizem as lendas que Satã vestido 
de uma armadura feita de um brilhante, 
ousou falar do seu amor florido 
à Senhora Duquesa de Brabante. 

Dizem que o ouviram ao luar nas águas, 
mais louro do que o sol, marmóreo e lindo, 
tirar de uma viola estranhas mágoas, 
pelas noites que os cravos vêm abrindo... 

Dizem mais, que na seda das varetas 
do seu leque ducal de mil matizes... 
Satã cantara as suas tranças pretas, 
- e os seus olhos mais fundos que raízes! 

Mas a Duquesa é triste. - Oculta mágoa 
vela seu rosto de um solene véu. 
- Ao luar, sobre os tanques chora a água... 
- Cantando, os rouxinóis lembram o céu... 

O que é certo é que a pálida Senhora, 
a transcendente Dama de Brabante, 
tem um filho horroroso... e de quem cora 
o pai, no escuro, passeando errante. 

É um filho horroroso e jamais visto! - 
Raquítico, disforme, excepcional, 
todo disforme, excêntrico, malquisto, 
- pelos de fera, e uivos de animal! 

Parece irmão dos cerdos ou dos ursos, 
aborto e horror da brava Natureza... 
- Em vão tentam barões, com mil discursos, 
desenrugar a fronte da Duquesa. 

Sempre a Duquesa é triste. - Oculta mágoa 
vela seu rosto de um solene véu. 
- Ao luar, sobre os tanques chora a água... 
- Cantando, os rouxinóis lembram o céu... 

Ora o monstro morreu. - Pelas arcadas 
do palácio retinem festas, hinos. 
Riem nobres, vilões, pelas estradas. 
O próprio pai se ri, ouvindo os sinos... 

Riem vilões trigueiros das charruas.
Riem-se os monges pelo claustro antigo. 
Riem-se nobres e peões nas ruas.
Riem-se os padres, junto ao seu jazigo. 

Riem aias, barões, erguendo os braços. 
Riem, nos pátios, os truões também. 
Passeia o duque, rindo, nos terraços. 
- Só chora o monstro, em alto choro, a mãe!.. 

Só, sobre o esquife do disforme morto, 
chora, sem trégua, a mísera mulher. 
Chama os nomes mais ternos ao aborto... 
- Mesmo assim feio, a triste mãe o quer! 

Só ela chora pelo morto!.. A mágoa 
lhe arranca gritos que ninguém mais deu! 
- Ao luar, sobre os tanques chora a água... 
- Cantando, os rouxinóis lembram o céu...
 


- em Claridades do Sul de Gomes Leal, dedicado a Alberto Osório de Castro

(Vale a pena ouvir a versão declamada por João Villaret.)

 

http://grooveshark.com/s/A+Senhora+Duquesa+De+Brabante/1YM3Mc?src=5

♣ CANTIGAS DE AMIGO

♣ TROVAS DO BANDARRA

enviado por Carlos M. Roberts
Guarda
através de Issuu

 “TROVAS DO BANDARRA, NATURAL DA VILLA DE TRANCOSO, APURADAS, E IMPRESSAS POR ORDEM DE UM GRANDE SENHOR DE PORTUGAL, Offerecidas aos verdadeiros Portuguezes devotos do Encuberto.-

 

♣ “Qual é o santo padroeiro da Guarda?”

enviado por Carlos M. Roberts
Guarda
“Qual é o santo padroeiro da Guarda?”


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Comentários:
 No centro a Virgem da Assunção, padroeira da cidade da Guarda.” Fonte: MONOGRAFIA ARTÍSTICA DA GUARDA, Adriano Vasco Rodrigues, (2ª edição, 1977, página 98, 2º parágrafo). 
por Carlos M. Roberts
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A Virgem da Assunção é, DESDE SEMPRE, a Padroeira da Guarda!  Não é por acaso que: 
 1 - Por cima da entrada principal, ao centro, está a estátua da Virgem da Assunção, ladeada pelas torres sineiras com a heráldica de D. Pedro Vaz Gavião. 
2 - O altar-mor (da Sé Catedral), atribuído a João de Ruão e mandado fazer ca. 1553 pelo bispo D. Gregório de Castro, é composto por um retábulo com uma centena de figuras esculpidas (do Antigo e do Novo Testamento) em pedra de Ançã. Um dos painéis centrais é ocupado por uma estátua invocando Nossa Senhora da Assunção. 
3 - Na Estatística Paroquial está referido que a paróquia da Sé, de Nossa Senhora da Assunção, era um priorado apresentado pelo bispo local. 28/11 às 22:38 
por Carlos M. Roberts
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 As coisas que tu sabes
por Luis Peres Faculdade de Letras Univ.Coimbra-Fac.Letra do Porto 
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 Segundo Adriano Vasco Rodrigues: “…imagem em granito da Senhora da Assunção, padroeira da Guarda.” Fonte: ‘A Catedral da Guarda, motivo de orgulho!’, de Adriano Vasco Rodrigues em GuardaViva Boletim Municipal, Nº 1 (página 21)



por Carlos M. Roberts
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• “Fachada principal virada a O., sendo visível um primitivo remate em pena angular, sendo rasgada por portal em arco abatido, com cogulhos internos, que se entrelaçam, dando origem a uma nicho com mísula e baldaquino, onde se integra a imagem de Nossa Senhora da Assunção; é ladeado por dois colunelos finos, assentes em bases altas com toros e escócias, surgindo, nos intercolúnios, mísulas ornadas por folhagem protegidas por baldaquinos; o colunelo exterior prolonga-se sobre o nicho da Virgem, em arco canopial, com cogulhos internos e externos, sendo flanqueado por dois possantes gigantes, constituídos por amplas bases, de onde saem feixes de colunas torsas, rematando em pináculos também torsos e com florão.” “Na Estatística Paroquial surge referido que a paróquia da Sé, de Nossa Senhora da Assunção, era um priorado apresentado pelo bispo local.” Fonte: Sistema de Informação para o Património Arquitectónico

por Carlos M. Roberts
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•  Sempre pensei que o Orago da Guarda fosse S. Pedro.Mas na obra DIOCESE DISTRICTO DA GUARDA de José Osório da Gama e Castro publicada em 1902, está escrito que a imagem que foi trazida da Idanha é a de Nossa Senhora do Desterro ( Pág 287 e seguintes).Na terceira catedral, a actual, acabada por volta de 1550 ,só em 1580 é que foi feita a capela de Nossa Senhora da Assunção, também chamada de capela dos Ferros.. Em 1630 é alterada a capela da Epístola e a imagem de Nossa Senhora do Desterro é retirada.(Ver páginas 348 e 349) 
Joaquim Pissarra Canotilho - Universidade de Évora 
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• Em ultimo caso Beatificamos o Velinhas
Mário Miguel Ataíde • Escola Secundária Afonso de Albuquerque
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• Isto mais parece noticia do inimigo público, mas se é para" animar" as hostes que se institua o S. João, sempre está mais quentinho para a romaria :) 

por Nuno Maria Pissarra • Escola Secundária Afonso de Albuquerque 
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• Mas o Orago da cidade nada tem a ver com a invocação da Sé. A invocação da Sé de Lisboa é Santa Maria Maior, o orago de Lisboa é S. Vicente; No Porto, a invocação da Sé foi Nossa Senhora da Assunção e o orago da cidade, primeiro S. Vicente e depois S. Pantaleão. Actualmente, tanto a Sé como a cidade se encontram sob a protecção de Nossa Senhora de Vandoma. De qualquer maneira, e vendo como está a Guarda, se houver referendo, eu voto em Todos os Santos. Bem precisamos. “Diocese da Guarda (Diœcesis Ægitaniensis) Padroeiro: Nª Senhora da Assunção”

por Fernando Camilo Ferreira  trabalha na empresa European Parliament
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• Não haja confusões! A Capela dos Ferros é conhecida por Nossa Senhora da Anunciação, segundo José Osório da Gama e Castro, e NÃO da Assunção. Fonte: José Osório de Gama e Castro "Diocese e Distrito da Guarda". Tipografia Universal (a Vapor).Porto.1902. "Ao centro do pavimento tem a campa dos fundadores, com dois brasões que são o dos Abreus Castellos Brancos e dos Pinas com a seguinte inscrição: « Sepultura de Luiz d'Abreu Castello Branco, e de D. Francisca de Pina sua mulher. Aqui não se enterrará outra pessoa.» O brasão dos Abreus também está no fecho da aboboda; e,pelo que fica ditose conclue que esta capella foi fundada em 1570 ou 1580, e deu-se a natureza vincular em 1582, por testamento de 2 de Julho, existente no archivo da casa das Lágrimas de Coimbra.D'elle consta que Luiz d'Abreu de Castello Branco,fidalgo da casa d'...el-rei(era senhor do morgado de Arcozello e Nespereira-Gouveia-e de Pega (Guarda) e viveu nesta cidade, casado com D.Francisca de Pina, filha do chronista-môr Fernão de Pina e neta de Rui de Pina, o celebre chronista antecessor d'aquelle seu filho.» Segue a genealogia deste em pé de´página... «...não tendo ascendentes nem descendentes, fez como que tinha um vínculo na sua capela de Nossa Senhora da Annunciação, situada na Sé da Guarda, com obrigação de missaspor sua alma e de sua mulher D. Francisca de Pina, a qual tinha fallecido antes d'elle, e estava enterrada na dita capella, devendo por sua morte os seus ossos serem juntos aos d'ella.deixou por seu universal herdeiro D. Fernando Neto da Silva, seu sobrinho e de D. Joana Carvajal, sendo o mesmo D.Fernando neto de D. Beatriz d'Abreu, irmã do testador, casada com Fernão Neto da Silva de Ciudade Rodrigo(tem a ascendência deste); e acrescentao mesmo testador que fallecendo o dito D.Fernando sem descendencia, succederia a irmã d'este que tambem se chamava D. Beatriz. Assim aconteceu, herdando a capella com o vinculo, no qual se comprehendiam os morgados d'Arcozelo e Pega, a fallada D. Beatriz que , por sua mãe D. Joana da Silva Carvajal (descendente dos Silvas portugueses) ficára tambem senhora da casa de Carvajales em Hespanha e, casou com o seu parente D. António Neto da Silva, senhor da aldeia d'Alba, sendo avós do primeiro visconde de S.Miguel e primeiro conde d'Alba de Yeltes, em Hespanha, cujos descendentes se fundiram com os marqueses de Cerralvo (Pachecos Osórios) vindo a recair n'elles o padroado da capella de que se trata, com o vínculo adstricto. em 4 de abril de 1626 d. Francisco Neto da silva Pacheco e abreu, cavaleiro de Calatrava, e sua mulher D. Manuela de Gusman Anaya e Toledo, condes d'Alba de Yeltes, emprasaram o dito vinculo com a capella ao Dr. Manuel Borges de Cerqueira, conego da Sé da Guarda e prégador de D. Pedro II; em 15 de Novembro de 1782 D. Maria Manuela de Montezuma Torres CArvajal Neto da Silva Herrera e Gusman, marquesa de Crralvo, Almanza,e Flores d'Avila, condessa de Albade Yeltes, renovou o dito emprasamento nos succcessores do Dr. Manuel borges; e como uma senhora d'esta familia, D. Francisca Eugenia Borges d?Azevedo Cerqueira, casasse co jeronymo Bernardo Osorio de Castro,senhor do morgado e solar de S. Estevão da Ratoeira( Celorico) e da casa da Guarda, levou o praso no seu dote para a sua descendencia que hoje é representada pelos senhores da quinta das Lágrimas, de Coimbra, sendo a ultima renovação do mesmo praso feita em favor d'Antonio Maria Osorio Cabral, senhor da casa da Ratoeira, e dos morgados da Guarda e da Quinta das Lagrimas, pae do snr.Miguel Osorio Cabral e Castro,par do reino e senhor das mesmas casa,fallecido ha poucos anos.Esta ultima renovação foi feita em 2 de Outubro de 1838 por DJosé de Aguilera e Contreras Pacheco Herrera Anaya Monroy Rodrigues de Monroy Enriques Almaraz arias Corbelle Oballe Pereira Gusman e Orego Mello de Portugal Pina e Abreu Castello Branco Vasconcellos Rodrigues de Pau Ruy Dias Toledo duran de la Rocha,marquês de Carralvo,etc,etc!!! ...Aqui está a razão porque a capella de Nossa Senhora da Annunciação da Sé da Guarda veio a recair em familia estranha».
por Carlos M. Roberts
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• Meter lá o santo Amaro durante 4 anos.....
por Antonio Marques • Cozinheiro na empresa Hotel Rigi