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Almoço do pessoal da Guarda em Coimbra
Convocatória
37º. aniversário do Jantar da Guarda (da última sexta-feira de cada mês e que nos últimos anos tem sido às quintas).
Por especial pedido de nossos 25 conterrâneos que vem de Lisboa o encontro vai ser realizado, não na sexta, nem na quinta, e nem será um jantar...e será no...Sábado, dia 28 de Janeiro, ao almoço, pelas 13h no Restaurante D.Duarte II localizado na Rua de Moçambique 34, (bairro Norton de Matos), próximo da rotunda da Casa Branca, na Estrada da Beira em Coimbra.
Contactos Telefone 239701461
Confirmações: Nuno Martins
anunomartins@sapo.pt
tlm: 966485234
Coimbra
3030-062 COIMBRA

QUEM SE LEMBRA?

Depois de mais uma visita à Guarda e "obrigatoriamente à Casa do Bom Café" onde pontifica o nosso amigo e conterrâneo Tó Lopes aqui está a publicação da sua oferta para o blogue (exclui-se a laranja naturalmente)! Quem nunca jogou ao RAPA, TIRA,  DEIXA e PÕE que ponha o dedo no ar.
 de Investigação Arqueológicas” com vista à defesa do Património Cultural. Tem vindo a desenvolver acções de carácter pedagógico ministrando conhecimentos de Pintura em Porcelana, Óleo e Vidro a jovens do 1º e 2º Ciclos, mas também a adultos. Assim, das mãos e da criatividade de Emília Tracana nascem peças de arte únicas, com um toque singular, que dão vida ao vidro, ao espelho, ao azulejo, à cerâmica. É autora, no âmbito da História de Arte, de vários trabalhos entre os quais a “Breve Monografia da Cidade da Guarda”, “Estética da Arte Medieval”, “Retábulo Renascentista da Catedral da Guarda”, “Estética neoclássica à Estética Romântica”. Na Imprensa, são vários os artigos publicados designadamente realçando-se “ O papel do Historiador como Dinamizador e Gestão dos Bens Culturais”, um trabalho sobre Defesa do património Cultural versando a preservação dos Centros Históricos e Correcta Gestão dos Bens Culturais nas Autarquias. Como docente, exerceu funções de professora do 2º Ciclo Nocturno na área da Extensão Educativa tendo em vista a realização de trabalhos com os alunos de Investigação do património Cultural e revalorização do Artesanato Local, prestou serviço de docente no 2º Ciclo na Extensão Educativa leccionando as disciplinas de Português, O Homem e o Ambiente e Formação Complementar. Mesmo assim, e sempre com o intuito de chegar mais além, Emília Tracana frequentou Curso de Informação à Informática da Direcção-Geral de Emprego e Formação da Administração Pública. A concepção e feitura de trajes históricos, de época, designadamente alusivos à Idade Média nas suas diferentes classes – Clero, Nobreza e Povo – constitui um dos “baluartes” da obra da professora-artista, mas também investigadora e, mesmo que desapercebidamente, historiadora prática. Mantos de reis e rainhas como é o caso de D. Dinis e D. Isabel de Aragão cujas Bodas Reais foram celebradas em Trancoso em 1282, de pajens, damas e cavaleiros, clérigos mercadores, mouros, judeus e artesãos, boémios e pedintes, de aldeões são minuciosamente confeccionados por Emília Tracana que recorda com saudade a companhia e ajuda da mãe, Maria Emília, na realização destas autênticas peças de arte, enfeitadas com rendas, bordados, pedras, ouro e prata sobre veludo, cetim…tecidos nobres ou também os simples trajes de gente do povo. Emília Tracana tem pela Cultura uma perspectiva dinâmica, isto é, uma forma de animar as sociedades e comunidades, rebuscando na essência das suas tradições e memórias, vivências e história a temática que dá vida a evocações, festas, feiras, convívios, reconstituições históricas que impregna de autenticidade e vida que enche as ruas, largos, praças, palcos quantas vezes improvisados, envolvendo jovens e menos jovens. Assim e sempre com sua presença e participação, alunos e professores da Escola Profissional de Trancoso (EPT), onde lecciona no âmbito do Curso Profissional de Animador Sociocultural, tem desenvolvido uma intervenção de animação que inclui músicos tradicionais de rua, mostra de trajes tradicionais, adereços e vestuários, jogos tradicionais, prosa e poesia, apresentação descritiva e temática de produtos e matérias de valor regionais (exemplo: a castanha), reconstituições históricas (exemplo: o desfile régio das Bodas Reais de D. Dinis e D. Isabel de Aragão em Trancoso). Desta forma, passado e presente ganham actualidade independentemente do tempo e da época, com um espírito de entrega que Emília Tracana impregna naquilo faz e alastra aos que consigo colaboram ou seguem nesta tarefa de dar alegria ao tempo . Isso está testemunhado na Festa da História de Trancoso, nas Feiras ou Festas Medievais de Castelo Mendo, Castelo de Vide, Sernancelhe, Penedono, Festa das Tradições da Rapa (Celorico da Beira) e de Pinhel, Encontros de Cultura de Pousade (Guarda), a Festa da Castanha de Trancoso, Jornadas Lúdico-Turísticas em Espaços Históricos em Almeida, Vila Nova de Foz Côa, animações em Manteigas e Sameiro, mas também em instituições como lares, apoios domiciliários. Mas também além fronteira, em San Felices de los Gallegos (Espanha) entre outras. Teatro, música, gastronomia, etnografia, História, cultura e música popular, representações tradicionais, desfiles de moda, de fantasias lúdicas para crianças e adultos, entretenimento, figurinismo, enfim, uma panóplia de actividades têm registado a sua presença e um tanto da sua inspiração, quantas vezes crítica mas sempre construtiva. Amante da Natureza, não esconde um certo gosto por tudo o que dela emana e o povo tem cultivado ao longo dos séculos. Daí a sua preocupação em preservar antigas receitas tradicionais mas também os produtos da terra e seus frutos. Por isso se empenhou na criação da Confraria das Sardinhas Doces de Trancoso, um doce conventual inventado no extinto Convento de Freiras franciscanas nesta antiga vila medieval, que hoje constitui um dos seus “ ex-libris”. O Curso Profissional de Animador Sociocultural da Escola Profissional de Trancoso (EPT) constitui para si uma área a que há mais de duas décadas se dedica com entusiasmo e alguma ambição que tem formado jovens que, afirma, “ aprendem a ser animadores e os transforma em agentes sociais que promovem o desenvolvimento pessoaal e social, ajudando a construir projectos, descobrindo novos interesses, despoletando capacidades e potencialidades para o desenvolvimento de actividades de animação”. “Animar é, na sua génese mais profunda, dar vida, dar ânimo, insuflar confiança, optimizando condições favoráveis para o desenvolvimento harmonioso de crianças, jovens, adultos e idosos. O Animador procura cultivar o exercício da tolerância e do respeito pela diversidade, trabalhando para o bem comum em prol da prática da cidadania e solidariedade, criando espaços de debate, reflexão e informação, numa interacção que valoriza os comportamentos assertivos, valores, direitos e deveres”, diz. Emília Tracana é assim: autêntica, espontânea e humana!